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E se num daqueles filmes clássicos, a mocinha decidisse ficar com o vilão no final? Quantas pessoas saíriam indignadas da sala? Quantas achariam o filme o máximo? Quantas achariam tudo banal?

Longe da ficção, muitas vivem uma relação digna de um drama de cinema: brigas, cenas, lamentações, farpas e indiretas trocadas no Facebook, coisas que depois evaporam num pedido rídiculo de desculpas ou promessas.

O cara avassalador é o novo príncipe encantado. É ele que vai livrar a vida do tédio, propor aventuras e levar à risca o lema “viva como se não houvesse amanhã”. Os vilões de fato são mais interessantes: eles são sarcásticos, fazem boas piadas, são inteligentes, têm bom papo. Com eles nenhuma cena é chata e a sedução é sua melhor arma. Porém, o neo conto de fadas começa a desandar quando tudo se torna uma prisão, num passe de mágica ela já não vê os amigos, se priva de tudo, desiste daquele projeto profissional para dedicar mais tempo pra ele. Os sentimentos ficam confusos até o ponto de não poder distinguir o que é felicidade e pequenas recompensas, respeito e submissão, vício e gostar de verdade. Falta coragem para pensar se a vida não seria melhor numa outra situação.

Ora, por que pensar que para ter bons momentos é preciso pagar por todos os defeitos do outro? Apostar e errar, se frustrar, decepecionar são processos naturais, mas viver numa sucessão de momentos desse tipo é mutilante. Concorda?

Nesses filmes, só mesmo os protagonistas que decidem como a história vai terminar. Entre o mocinho e o vilão, escolha o final feliz.

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