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Havia tempo que não falava com uma amiga que mora em Luxemburgo, na Alemanha. Ela estava me contando sobre a alegria de um verão na Europa para uma brasileira: 33 graus para quem amava o calor da Bahia, realmente um presente divino.

Depois de ler, via Facebook, sobre os passeios dela no parque, piquenique e volta numa montanha-russa, concluí como a gente pode viajar também quando uma pessoa querida divide as emoções da viagem conosco. Lembro de estar num seminário sobre cinema, onde havia pessoas de todo tipo (ainda bem), uma delas era Viviane, que me contou sobre a primavera na França. Naquele momento ela conquistou minha simpatia, pois levou para mim um pedacinho de um lugar que sonho muito conhecer: Paris! Nunca mais vi Viviane, nem lembro direito do rosto, mas lembro bem da imagem que fiz na cabeça quando ela me falou da cidade. Imaginei um longo caminho num parque com árvores de flores roxas e muitas pétalas no chão.

Minha amiga, nova cidadã europeia, também quer ir à Paris. Disse que está me esperando, mas eu já adverti: “se a oportunidade vier, vá por mim”. Sabe lá quando poderei ver de perto aquelas ruas. Então, prefiro que ela vá, se puder. Ter alguém lembrando de mim em Paris, logo onde se pode esquecer do resto do mundo! Isso sim é prova de amizade. Por isso, Josana, se a cidade chamar, você pode ir. Ninguém nunca foi à Paris por mim.

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