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Toda despedida é triste, exceto o pôr-do-sol. Talvez o sol seja o único que desperte boas sensações ao chegar e ao partir. Quando vem, ele traz esperança e novas chances. Quando vai, não deixa mágoas e nem tristeza. Vai esvaindo devagar, cintilando uma luz alaranjada capaz de tornar tudo sob ela mais bonito.

Bem que as pessoas poderiam ser assim. Muitas até chegam trazendo alegrias, mas quando vão embora, destroem tudo. Por que prometem tanto? Fazem declarações? Oferecem mil benefícios?

Certa vez na faculdade, precisava elaborar um trabalho de design. Era um projeto gráfico para um CD do Barão Vermelho, a música Por Você deveria ser o tema central. Coloquei um casal de velhinhos na capa, e quase pirei quando a professora disse que amor incondicional  (descrito na música) não tinha a ver com amor atemporal (destacado no meu trabalho). Se eu não gostei de ter descoberto isso numa tarefa que valia pontos para o semestre, imagine ainda vivenciar isso na prática da vida sem chance de aviso prévio?

É muito duro aceitar que todas as promessas feitas, mesmo diante das condições mais difíceis, possuem prazo de validade. E que mesmo que elas sejam verdadeiras nada garante que elas possam durar. É aí que acontece: lá vai quem você deixou entrar em seu mundo. Pior: levando o que trouxe e causando danos, como se os danos fossem aquelas taxas de quando a gente rompe algum contrato importante.

O sol não aparece em qualquer situação. Às vezes está chovendo, nublado ou simplesmente é noite, mas ele está aí por muito tempo, desde que o mundo é mundo. Ele sabe ser atemporal. Vamos desejar mais sol e menos drama, seja lá qual for a condição.

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