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Você já correu uma maratona? Já correu atrás de um táxi? De um ônibus? E fazer uma trilha imensa?

Cada pessoa que já realizou uma dessas ações tinha um motivo, e essas atitudes eram apenas meio, método, parte do caminho e não fim. O fim, nesses casos, respectivamente seriam: a chegada, o banco macio e com ar condicionado do táxi, o alívio ao entrar no ônibus a tempo e a brisa que devolve a vida no final da trilha. Hoje, eu elejo a sensação presente no final de todas essas situações, e em todas as outras semelhantes, como a melhor do mundo.

Poder repousar o corpo cansado, tenso, ofegante ou ferido em algum lugar seguro depois da batalha. Ter um esconderijo secreto longe de um lugar onde ninguém te entende. Ter uma fonte que te revitaliza quando a energia esvai. Ter um lugar confortável e confiável para dormir.

Em quantos “fins” é possível chegar ao final de um dia? E quantos elementos de conforto estarão esperando?

Decidi que poderia me jogar em abismos, mas antes faria lá embaixo uma rede protetora com filmes, travesseiros, pipoca doce da embalagem rosa, água morna pro banho, alfazema pra dormir, macarrão com molho, Nutella, fotos de uma viagem e If Only You Could See Me Now da KT Tunstall.

E então, toda vez que o dia castigar vou lembrar que aquilo é apenas o caminho e não o fim. O fim estará esperando com as recompensas que preparei. Será como um analgésico que alivia meus músculos, tirando todo peso do mundo.

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